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Agradecimentos especiais a Klaus. 15 page

Beijou-o, sem nenhuma curiosidade de saber o que se passa depois que escrevem

"Fim" nas telas de cinema. Apenas, se algum dia alguém decidisse contar sua história, ia pedir que começasse como os contos de fadas, em que se diz:

Era uma vez...

 

NOTA FINAL

Como todas as pessoas do mund o - e neste caso não tenho o menor receio de generalizar -, demorei até descobrir o sentido sagrado do sexo. Minha juventude coincidiu com uma época de extrema liberdade, com descobertas importantes e muitos excessos, seguida de um período conservador, repressivo, preço a ser pago por exageros que realmente deixaram seqüelas um pouco duras.

Na década dos excessos (estamos falando dos anos 70), o escritor Irving Wallace escreveu um livro sobre a censura americana, usando para isso as manobras jurídicas visando impedir a publicação de um texto sobre sexo: Os sete minutos.

No romance de Wallace o livro, que é motivo da discussão sobre a censura, é apenas insinuado, e o tema da sexualidade raramente aparece. Fiquei imaginando o que conteria o livro proibido; que m sabe poderia tentar escrevê-lo?

Acontece que, durante o seu romance, Wallace faz muitas referências ao livro inexistente, e isso terminou por limitar - e impossibilitar - a tarefa que eu havia imaginado.

Ficou apenas a lembrança do título (acho que Wallace foi muito conservador com relação ao tempo, e resolvi ampliá- lo) e a idéia de que era importante abordar a sexualidade de uma maneira séria - o que, aliás, já foi feito por muitos escritores.

Em 1997, logo após terminar uma conferência em Mantova (Itália), encontrei no hotel onde estava hospedado um manuscrito que haviam deixado na portaria. Não leio manuscritos, mas li aquele - a história real de uma prostituta brasileira, seus casamentos, suas dificuldades com a lei, suas aventuras. Em 2000, passando por Zurique, entrei em contato com a prostituta - cujo nome de guerra é Sonia - e disse que tinha gostado do seu texto. Recomendei que enviasse à minha editora brasileira, que decidiu não publicá-lo.

Sonia, que então tinha fixado residência na Itália, pegou um trem e foi me encontrar em Zurique. Convidou-nos - a mim, um amigo e uma repórter do jornal Blick, que acabara de me entrevistar - para ir até Langstrasse, a zona de prostituição local. Eu não sabia que Sonia já havia prevenido suas colegas da nossa visita, e para minha surpresa, terminei dando vários autógrafos em livros meus, em diversas línguas.

A esta altura, eu já estava decidido a escrever sobre sexo, mas ainda não tinha nem o roteiro, nem o personagem principal; pensava em algo muito mais dirigido para a busca convencional do sagrado, mas aquela visita a Langstrasse me ensinou: para escrever sobre o lado sagrado, era necessário entender por que ele tinha sido tão profanado.



Conversando com um jornalista da revista L'Ilustrée (Suíça), contei a história da improvisada noite de autógrafos em Langstrasse, e ele publicou uma grande reportagem a respeito. O resultado foi que, durante uma tarde de autógrafos em Genève, várias prostitutas apareceram com seus livros. Uma delas me chamou especial atenção, saímos - com minha agente e amiga Mônica Antunes - para tomar um café, que se transformou em jantar, que se transformou em outros encontros nos dias que seguiram. Ali nascia o fio condutor de Onze minutos.

Quero agradecer a Arma von Planta, minha editora suíça, que me ajudou com dados importantes sobre a situação legal das prostitutas em seu país. As seguintes mulheres em Zurique (nomes de guerra): Sonia, que encontrei pela primeira vez em Mantova (quem sabe alguém um dia se interesse pelo seu livro!), Manha, Antenora, Isabella. Em Genève (também nomes de guerra): Amy, Lucia, Andrei, Vanessa, Patrick, Therése, Anna Christina.

Agradeço também a Antonella Zara, que me permitiu usar trechos de seu livro A ciência da paixão, para ilustrar algumas partes do diário de Maria.

Finalmente, agradeço a Maria (nome de guerra), hoje residindo em Lausanne, casada e com duas belas filhas, que em nossos vários encontros dividiu comigo e com Mônica sua história, na qual este livro é baseado.

Paulo Coelho

 

PAULO COELHO é hoje um fenômeno da cultura de massa reconhecido em todo o mundo.

Traduzido em 56 idiomas, publicado em 150 países, o escritor tornou-se referencial obrigatório para quem queira entender idéias e aspirações de nosso tempo.

Onde quer que sua obra tenha sido editada, a acolhida dos leitores surpreendeu, superando todas as possíveis expectativas.

Foi assim quando a HarperCollins lançou em 1993 O alquimista nos EUA, com uma tiragem de 50 mil exemplares, a maior já oferecida para um livro de origem brasileira. Hoje o livro é considerado um dos maiores sucessos da editora em sua história recente.

O triunfo excepcional se repete em todos os lugares onde o livro é lançado. Na França, onde é publicado pela Anne Carrère e alcançou o topo da lista de mais vendidos, por cinco anos consecutivos. Na Itália, onde sai pela Bompiani e ganhou os prestigiosos prêmios Super Grinzane Cavour e Flaiano, na Alemanha, onde o selo é Diogenes e permaneceu por 306 semanas na lista de best-sellers da revista Der Spiegel.

A carreira de Paulo Coelho, no entanto, não se resume ao bom desempenho nacional e internacional de um livro só. O diário de um mago, Brada, As valkírias, Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei, O monte cinco, Manual do guerreiro da luz, Veronika decide morrer, O demônio e a srta. Prym são livros que vêm provando a solidez do talento de seu autor e a fidelidade de seus leitores. Uma combinação de rara felicidade a ponto de merecer um dos mais famosos prêmios alemães, o Bambi 2001, concedido a quem "acredita no destino e nos dons do ser humano, e em sua capacidade de manter acesa a chama humanista, num mundo de trevas".

Em 28 de outubro de 2002, Paulo Coelho assumiu sua cadeira de imortal na Academia Brasileira de Letras. A conquista é natural numa trajetória literária incomparável e o atestado definitivo do potencial modificador de suas palavras, que podem ser encontradas, hoje, não só em seus muitos livros, como nas páginas de jornais para os quais colabora regularmente, entre eles Corriere della Sera (Itália), EL Semanal (Espanha), Welt am Sonntag (Alemanha), The China Times Daily (Taiwan).

 

LIVROS DO AUTOR

O alquimista

O diário de um mago

Brida

As valkírias

Na margem do rio piedra eu sentei e chorei

Maktub

O monte cinco

O demônio e a srta. Prym

Veronika decide morrer

Manual do guerreiro da luz.

 

Agradecimentos especiais a Klaus.


Date: 2015-12-17; view: 476


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